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sábado, 23 de janeiro de 2016

FASCITE PLANTAR E O TRATAMENTO POR ONDAS DE CHOQUE

Introdução

         A fáscia plantar é uma estrutura anatômica que se origina da parte inferior e medial do calcanhar indo em direção à parte distal dos ossos metatársicos. Tem função de estabilização e de impulsão na marcha.
Fáscia plantar.

       A síndrome dolorosa subcalcânea, mais conhecida como fascite plantar ou esporão de calcâneo foi descrita inicialmente em 1912. É uma  patologia ortopédica comum e afeta principalmente as mulheres. A fascite plantar também ocorre em atletas, especialmente corredores.

Etiologia
        A fascite plantar é a causa mais comum de dor na região plantar do calcanhar. estima-se que uma de cada 10 pessoas experimentam dor na região subcalcânea ao longo da vida.
     Uma das explicações para a fascite plantar é devido microtraumas repetitivos subsequentes à forças de tração na marcha. O esporão de calcâneo provavelmente ocorre devido a presença de inflamação crônica na origem da fáscia plantar. observa-se a presença do esporão em torno de 50% das pessoas com fascite plantar, ou seja, nem todos que tem dor no calcanhar tem esporão e nem todos que tem esporão tem dor no calcanhar.

Quadro clínico
            O paciente refere dor na parte inferior e interna do calcanhar, que na maioria das vezes é de início incidioso, piorando com o passar dos tempos. Geralmente a dor é maior pela manhã ou após longos períodos de repouso. Às vezes o paciente sente como se fosse uma agulhada debaixo do calcanhar.

Diagnóstico
            Normalmente é dado pelo exame físicoRaio X e ultrassonografia. Em casos de suspeita de avulsão da fáscia plantar, principalmente em atletas, solicitamos a Ressonância Magnética. Exames laboratoriais na suspeita de alguma doença reumática.

                                                Raio x mostrando o esporão de calcâneo.

                                         Ressonância Magnética mostrando lesão na fáscia plantar

Tratamento
         O tratamento da fascite plantar e esporão de calcâneo na maioria das vezes é conservador através de medicações, fisioterapia, alongamentos, uso de calçados adequados e palmilhas.
         O Tratamento por Ondas de Choque atualmente é uma ferramenta médica importantíssima no tratamento dessa patologia porque é um procedimento não invasivo, sem necessidade de internação hospitalar. Evita a necessidade de intervenção cirúrgica em uma gama enorme de pacientes. Chang et al (2012)1, Rompe et al (2007)2, ogden et al. (2002)3 mostraram o Tratamento por Ondas de Choque como boa opção para os casos resistentes aos métodos habituais na fascite plantar.

                                         Aplicação de ondas de choque para fascite plantar

Demonstração da aplicação do Tratamento por Ondas de Choque na Fascite plantar

Aparelho para o Tratamento por Ondas de Choque (Swiss Piezoclast)


         A indicação para o tratamento cirúrgico em casos de fascite plantar após a falha do tratamento conservador é um procedimento raro e penoso4. Em suma, deve ser indicado em último caso.

Conclusão
         No tratamento da fascite plantar devemos tentar a todo custo o método conservador, com fisioterapia, medicações e uso de palmilhas e calçados adequados. O Tratamento Por Ondas de Choque é indicado na falha dos métodos conservadores com altos índices de sucesso na literatura. A cirurgia é a última escolha, devendo ser ao máximo evitada.

Referências:
1- Chang KV, Chen SY, Chen WS, Tu YK, Chien KL. Comparative effectiveness of focused shock wave  therapy of different intensity levels and radial shock wave therapy for treating plantar fsciitis: a systematic review and network meta-analysis. Arch Phys Med Rehabil. 2012; 93(7): 1259-68.
2- Rompe JD, furia J, Weil L, Maffulli N. Shock wave therapy for chronic plantar fasciopathy. Br Med Bull. 2007; 81-82: 183-208.
3- Ogden JA, Alvares RG, Marlow M. Shockwave therapy for chronic proximal plantar fasciitis: a meta-analysis. Foot Ankle Int. 2002; 23(4):301-8
4- Herbert S, Barros Filho TEP., Xavier R., Pardini Jr. AG. Ortopedia e Traumatologia- Princípios e Prática, 4ª ed. 2009; 643

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